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“Designer? Prefiro ser chamado de arquiteto.”

10/06/2010

Reconhecido em todo o mundo, Sérgio Rodrigues prefere ser chamado de arquiteto, “sem muita frescura”

O arquiteto Sérgio Rodrigues assinou alguns dos mais cobiçados móveis dos apaixonados pelo mobiliário brasileiro dos anos 1960, entre eles a famosa poltrona Mole, onde aparece sentado na foto acima. Hoje, aos 82 anos, é um artífice da simplicidade. O gênio do design nacional, premiado por aqui e no exterior, é avesso à “bobagem desse tal estrangeirismo”. Portanto, deixemos o designer de lado: ele prefere arquiteto, o nome que consta em seu diploma. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Correio Braziliense.

As pessoas aceitam mais ou menos o design brasileiro?
Acho esse negócio de design uma bobagem, um estrangeirismo sem necessidade. Não que eu não goste de ser chamado de designer, porque as pessoas chamam, mas prefiro arquiteto, porque é o que sou. Uma vez fui à Espanha e parabenizei os espanhóis porque eles não se entregam a essas coisas. Usam dibujo ou diseño, que é muito mais bonito. Mas, voltando, o novo é sempre difícil. Leva um tempo para se acostumar. Naquela época, foi difícil e os estilos também mudam depressa. Hoje é diferente, não é tão difícil assim. Mas essa tendência de imprimir brasilidade aos móveis começou na década de 40 com o (Joaquim) Tenreiro, e demorou até ser incorporado.

E o mobiliário de hoje? O que o separa da sua geração em termos de criação?
Não dá para comparar. Existem diversos novos arquitetos com um bom potencial. E mesmo quando você vai a lojas grandes de decoração, mais populares, você encontra coisas de muito boa qualidade. Móveis que, na essência, se parecem com esses meus, porque foram criados com um propósito, têm uma poesia. Hoje em dia, também existem esses cursos de desenho que, na minha época, não tinha. No curso, você pode aprender uma técnica ou outra, mas elas não servem de nada se a pessoa não tem vocação.

Como é o seu momento de criar? De onde vem a inspiração?
Eu costumo dizer que sou cliente de mim mesmo. Crio como se estivesse fazendo móveis para colocar na minha casa. Não sigo tendências. Faço o que quero, o que tenho vontade. Mas imprimo um significado em tudo, uma poesia. Vem de dentro.

(Leia aqui a entrevista na íntegra.)

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